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NOTICIAS / Valorização do Patrimônio

01.02.2012

Na reabertura do Ecomuseu, moradores reconhecem seu espaço em maquete gigante

Ao chegar na sala da maquete gigante instalada do Ecomuseu de Itaipu, reaberto nesta terça-feira (31) para convidados, o agricultor Aleixo Müller logo identificou a localização de sua terra em Santa Terezinha de Itaipu. “Meu sítio está aqui, olha, debaixo da letra D [da placa do Corredor da Biodiversidade]”, contou. “A escala é grande, minha terra está 25 mil vezes menor, mas eu até consigo ver meus tanques de peixe”, completou o agricultor, apontando para um pedacinho do modelo de 76 metros quadrados.

Como Müller (foto), a maioria do público que passou pelo museu nesta terça foi formado por proprietários de terra e moradores da Bacia do Paraná 3, região de abrangência dos programas socioambientais de Itaipu. Entre os mais de 150 convidados que compareceram ao local, 90 deles formavam o grupo de pessoas que aparecem nos vídeos exibidos nas telas da sala da maquete.

Para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, esta integração com a comunidade é uma das marcas mais importantes do Ecomuseu. “O desenvolvimento é feito de duas vertentes: educação e ciência e tecnologia. Ambas contempladas por este espaço, construído de forma coletiva, o que é mais importante”, afirmou o DGB durante a solenidade de abertura.

O evento também teve a participação dos diretores de Itaipu, Nelton Friedrich (Coordenação) e Edésio Passos (Administrativo), da assessora da Coordenação do Sistema Estadual de Museus, Karina Muniz, e do vice-prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, que representou o prefeito Paulo Mac Donald Ghisi.

Para Nelton Friedrich, a revitalização do Ecomuseu e sua nova maquete permitem que os visitantes estabeleçam uma nova relação com a área onde vivem. No modelo, a BP3 está destacada na maquete com um tom de verde mais escuro.

“A pessoa se identifica com o espaço e percebe como ele integra uma coisa maior, que é a bacia e todos seus rios”, avaliou Friedrich. “É muito diferente de verificar apenas em um mapa. Aqui, o visitante interage com a sua área, caminha sobre ela”, completou o diretor.

Pela primeira vez no Ecomuseu, a estudante Connie Sujia Li (à direita), de 10 anos, disse acreditar que as crianças podem ajudar a mudar o mundo com educação ambiental. “Se todas as cidades tivessem uma maquete e um museu como este, talvez as pessoas não jogassem lixo na rua ou ficassem só na frente do computador”, disse.

High tech

O emprego da tecnologia chamou a atenção dos visitantes na reabertura do museu. A maquete de 10 metros de comprimento e 7,6 metros de largura é mantida iluminada por meio de 5.000 lâmpadas de led. No teto, 750 fios de fibra ótica, aplicados no forro de gesso, simulam um céu estrelado.

Na mesma sala, os oito monitores com telas sensíveis ao toque mostram as iniciativas socioambientais de Itaipu e os vídeos gravados com os moradores da BP3. “Ficou tudo muito bonito. É a nossa história gravada para sempre na memória da região”, finalizou Aleixo Müller.

Na reinauguração, Jorge Samek agradeceu o empenho de todos os empregados de Itaipu que trabalharam na reforma do museu, em nome da gerente do Departamento de Proteção Ambiental (MAP.CD), Rosana Lemos Turmina, que está afastada para tratamento de saúde. “Ela tem este museu como um filho e está sempre aqui conosco”, lembrou.
  
Como conhecer

A visitação ao Ecomuseu está aberta ao público desde as 8h desta quarta-feira (1º).  Para a visitação individual ou em grupos de turismo, os ingressos devem ser adquiridos no Centro de Recepção de Visitantes (CRV) de Itaipu, na Avenida Tancredo Neves, 6731, ou pela internet, no site https://www.turismoitaipu.com.br/.

O atendimento por telefone é feito pelos números 0800 645 4645 ou +55 45 3520 6676. O valor do ingresso é de R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia entrada). Para visitas institucionais, feitas em grupo por escolas ou instituições, o contato para reservas é o (45) 3520-5626.