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Cenário global

Aquilo que os ambientalistas divulgavam há alguns anos como possíveis resultantes para o consumo desenfreado e a utilização irresponsável dos recursos naturais do planeta, hoje em dia assistimos como notícias na televisão: furacões, enchentes, secas, ciclones e outros fenômenos climáticos extremos. O tempo está passando e o planeta está sofrendo as consequências dos excessos da atividade humana. As evidências científicas são cada vez mais fortes no sentido de comprovar a relação de consequência entre a ação humana e as mudanças climáticas.

Conheça alguns fatos apresentados no último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), entidade ligada à ONU, que desde 1990 publica avaliações e pareceres técnicos a respeito do tema:
     
• Entre os anos de 1995 e 2006 estão 11 dos 12 mais quentes já registrados desde que a temperatura global começou a ser medida, em 1850.
      
• Entre 1961 e 1993, o aumento do nível dos oceanos se deu a uma razão de 1,8 milímetro por ano. Desde 1993, passou para 3,1 milímetros por ano.

• Observações de satélite indicam que a calota polar Ártica diminui à razão de 2,7% ao ano e que, nesse ritmo, deixará de existir em poucas décadas.

• A cada ano, aumentam a intensidade e a frequência de fenômenos climáticos extremos, como furacões, ciclones, nevascas, enchentes e secas.

• Já foram observados efeitos da elevação da temperatura na atividade agrícola, como as alterações nos ciclos de germinação e maturação de diversas culturas.

• Hoje, 250 milhões de pessoas de 16 países sofrem com falta de água. A previsão é de que, em 30 anos, sejam 3 bilhões de pessoas em 52 países.

• O desmatamento, as mudanças climáticas, o uso indiscriminado de agrotóxicos, a erosão de solos e a poluição industrial e urbana são alguns dos principais fatores que põem em risco o abastecimento de água no futuro próximo.

• As pressões do crescimento populacional e do consumo se fazem sentir principalmente sobre o setor energético, fornecedor do insumo básico para o transporte de pessoas e mercadorias, produção industrial e agropecuária, iluminação pública e residencial, entre outros.

Diante desse quadro, o grande desafio da humanidade está lançado: utilizar de forma sustentável os recursos naturais necessários à crescente demanda por bens e serviços, bem como gerir adequadamente os resíduos decorrentes dos sistemas de produção e consumo, garantindo o fornecimento de água, alimentos e energia para toda a população mundial. Em outras palavras: promover o desenvolvimento sustentável, que seja capaz de nutrir as necessidades da geração atual, sem comprometer as necessidades das gerações futuras.

Ciente da sua responsabilidade como maior hidrelétrica do mundo em geração de energia e enquanto empreendimento instalado em uma região privilegiada pelos recursos naturais, a Itaipu Binacional redefiniu seu planejamento estratégico no ano de 2003, assumindo como missão o desenvolvimento de uma sociedade sustentável. A empresa é hoje referência na comunidade internacional no gerenciamento e uso sustentável da água, em todos os níveis, bem como na atuação socioambiental responsável.